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30 de Maio de 2020
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    Secretaria de Fazenda do Paraná esclarece sobre os impactos da pandemia na economia

    COAD
    Publicado por COAD
    mês passado

    O choque que a pandemia causada pela Covid-19 provoca na economia mundial e local é de tal ordem que "nesta crise os governos centrais têm que atuar como garantidores, consumidores e emprestadores de última instância". A conclusão faz parte de análise do secretário da Fazenda do Paraná, Renê Garcia Junior, que também avalia que, se o ciclo da doença no Paraná seguir a experiência chinesa, seu impacto principal sobre a arrecadação deve ocorrer entre meados de março e o fim de maio.

    Uma análise completa dos impactos econômicos e as medidas que estão sendo tomadas para enfrentá-los foi feita pelo secretário da Fazenda numa apresentação esclarecedora, que pode ser acessado aqui.

    CONTRAÇÃO - O documento mostra os impactos econômicos nas duas maiores economias do mundo: EUA e China. Numa economia globalizada, o documento mostra que os principais canais de transmissão para a economia brasileira e paranaense são a quedas das exportações, a queda nos preços internacionais afetando a entrada de divisas pelo comércio de commodities e o aumento do preço de insumos importados. A interrupção da cadeia produtiva de alguns setores também é um risco, dado que a paralisação da produção e do escoamento de bens intermediários chineses são importantes para a indústria brasileira e paranaense, podendo afetar a produção de manufaturados em alguns setores.

    A economia brasileira, como de resto todas as economias do planeta, também será profundamente afetada. Mas temos um agravante: nossa situação prévia de baixo dinamismo e incapaz de alcançar os níveis de produção anteriores à grande recessão de 2015/16. "Dado o ineditismo do choque sobre a economia mundial e estarmos vivenciando uma crise sanitária de potencial explosivo, elaborar projeções de variáveis fiscais e macroeconômicas com bom nível de confiança não foi trivial.", avalia o secretário. Em sua opinião, é mais prudente trabalhar com cenários.

    Segundo ele, baseando-se em projeções do Ipardes para a economia paranaense, foram traçados três cenários possíveis. Um otimista, que localiza a variação real do PIB do Estado em -0,1%, com perda de 118 mil empregos; outro chamado de base, com perda de 2,9% no PIB e menos 279 mil empregos; e um pessimista, com retração de 6,1% no PIB e menos 456 mil empregos. Para se ter uma ideia da dimensão desta crise provocada pela pandemia, em se confirmando o cenário base a taxa de desemprego do Paraná passaria de 7,3% para quase 12%.

    Fonte: Sefa-PR.

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